false

Crioterapia para atletas

Colaborador
Brian George
Atleta entrando em uma câmara de crioterapia

Crioterapia é a prática de expor o corpo a temperaturas muito baixas, como em um banho de gelo, um banho frio ou uma câmara de crioterapia (um equipamento fechado que expõe o corpo a ar extremamente frio, resfriado por nitrogênio). Algumas formas de crioterapia são praticadas há séculos em várias culturas ao redor do mundo, e pesquisas indicam que ela pode trazer benefícios terapêuticos para atletas antes e depois do treino.

Brian George é especialista em recuperação de desempenho no Mass General Brigham. Segundo Brian, “Aqui no Center for Sports Performance and Research, sabemos que atletas de elite buscam aproveitar o potencial da crioterapia para obter uma vantagem competitiva antes de uma competição importante, aumentar a energia antes de um treino intenso ou acelerar a recuperação e reduzir a inflamação após atividades extenuantes. Nossa instalação de crioterapia é limpa, espaçosa e administrada por profissionais. É um local conveniente para experimentar a crioterapia pela primeira vez ou para incorporá-la às suas práticas regulares de recuperação.”

A crioterapia não é recomendada como tratamento médico, mas sim como uma ferramenta para auxiliar na recuperação esportiva. Essa opção é supervisionada e recomendada a alguns atletas de acordo com suas necessidades e metas individuais, considerando seu histórico geral de saúde e bem-estar.

Benefícios da crioterapia

O estudo formal da crioterapia, especialmente a crioterapia de corpo inteiro com ar resfriado por nitrogênio, é uma área relativamente nova. No entanto, as evidências disponíveis indicam que a crioterapia pode trazer benefícios para atletas, incluindo:

  • Regulação hormonal: A exposição ao frio está associada a níveis mais altos de testosterona e mais baixos de cortisol, o que pode melhorar o desempenho esportivo.
  • Efeitos no sistema nervoso: A crioterapia pode provocar alterações em neurotransmissores como a dopamina e aumentar a atividade entre o sistema nervoso simpático e os músculos esqueléticos, acelerando a frequência cardíaca. Esses efeitos podem ajudar a preparar o atleta para ter um melhor desempenho.
  • Bem-estar psicológico: Em alguns estudos, participantes que fizeram crioterapia de corpo inteiro relataram melhora do humor e da sensação de bem-estar. Considerando o papel da psicologia em competições de alto nível, a melhora do humor e a redução do estresse podem ajudar os atletas a ter o melhor desempenho possível.
  • Redução do desconforto após o treino: Alguns estudos mostram que a exposição ao frio após o exercício pode reduzir a percepção de dor muscular depois do treino.
  • Melhora do desempenho: A imersão em água fria após o treino tem sido associada positivamente a várias medidas de desempenho, incluindo potência muscular, dor muscular e percepção de recuperação.

Como funciona a crioterapia?

A crioterapia para atletas normalmente assume uma de duas formas: imersão seletiva em banhos de gelo ou crioterapia de corpo inteiro em uma câmara de crioterapia que expõe o atleta a ar extremamente frio (até -200 graus Fahrenheit).

Em resposta ao frio extremo, o corpo realiza uma “reação de emergência” para acelerar o fluxo sanguíneo até o centro do corpo e manter a temperatura ideal. Essa reação também ativa o sistema nervoso simpático, alterando os níveis de hormônios e neurotransmissores. Depois de sair do ambiente frio, o sangue volta a circular para os membros e outras regiões periféricas, levando um suprimento abundante de recursos preparados pelo corpo para enfrentar a situação de “emergência”.

Considerações sobre a crioterapia

A crioterapia para atletas funciona, pelo menos em parte, ativando uma resposta ao estresse. Por isso, pode ser uma experiência intensa. Ela pode ser contraindicada para pessoas com problemas cardíacos, especialmente nas temperaturas extremas da crioterapia de corpo inteiro. Banhos de gelo e imersão em água fria usam temperaturas menos extremas, permitindo que as pessoas aumentem gradualmente sua tolerância ao frio para reduzir o choque.

Em alguns casos, o frio intenso da crioterapia pode causar queda da pressão arterial, levando a tontura e desmaio. “Devido ao frio extremo envolvido, a crioterapia pode causar um choque no organismo”, alerta George. “Uma câmara de crioterapia usa a mais recente tecnologia de recuperação para permitir o monitoramento supervisionado da resposta fisiológica dos usuários à terapia, incluindo um controle de temperatura extremamente preciso. Para maximizar a segurança, a crioterapia só deve ser realizada em ambientes controlados e supervisionados, como o que oferecemos no Center for Sports Performance and Research.”

A exposição prolongada ao frio extremo pode causar danos aos tecidos. Isso pode ser mais problemático em banhos de gelo e imersão em água fria, em que as pessoas podem permanecer no frio por mais tempo, do que na crioterapia de corpo inteiro, em que as sessões têm duração rigorosamente controlada devido às temperaturas extremas envolvidas.

Aqui no Center for Sports Performance and Research, sabemos que atletas de elite buscam aproveitar o potencial da crioterapia para obter uma vantagem competitiva antes de uma competição importante, aumentar a energia antes de um treino intenso ou acelerar a recuperação e reduzir a inflamação após atividades extenuantes.

Brian George

  • Especialista em recuperação de desempenho, Mass General Brigham
false

Perguntas frequentes sobre crioterapia para atletas

É bom fazer crioterapia antes de uma competição?
Alguns estudos indicam que a crioterapia de corpo inteiro cerca de três horas antes de uma competição pode melhorar o desempenho esportivo.
Quais são os principais benefícios da crioterapia na medicina esportiva?
A crioterapia pode trazer benefícios, como melhora do bem-estar psicológico, recuperação mais rápida e melhora do desempenho. No entanto, a crioterapia na medicina esportiva ainda é uma abordagem nova e experimental, e os estudos atuais são inconclusivos.
Quem não deve fazer crioterapia?
A crioterapia não é recomendada para gestantes nem para pessoas com problemas cardíacos.
Quantas vezes por semana devo fazer crioterapia?
Alguns estudos que mostram efeitos positivos da crioterapia para atletas usam um modelo de “três vezes por semana”. Fazer crioterapia esportiva três vezes por semana pode ser um bom ponto de partida.
Quantas calorias você queima em três minutos de crioterapia?

A crioterapia não queima calorias diretamente como o exercício. No entanto, seu corpo precisará gastar mais energia para manter uma temperatura corporal saudável. Ainda não está claro exatamente como a crioterapia afeta o metabolismo e o gasto energético.

Defensores da crioterapia afirmam que uma temperatura ambiente baixa afeta o gasto energético ao ativar o tecido adiposo marrom, que ajuda o corpo a queimar gordura. Alguns estudos indicam que a crioterapia de corpo inteiro pode ser uma adição útil a protocolos de perda de gordura para algumas pessoas.

No entanto, a crioterapia ainda é relativamente nova, e nosso conhecimento sobre seus efeitos está em constante evolução.

É possível exagerar na crioterapia?
Depende. Não há evidências de que sessões de crioterapia prejudiquem a recuperação ou as adaptações após o treino. No entanto, permanecer no frio por tempo demais, especialmente nas temperaturas extremas da crioterapia de corpo inteiro, pode causar danos aos tecidos por congelamento.
Uma única sessão de crioterapia funciona?
Alguns estudos mostram que uma única sessão de exposição ao frio pode beneficiar os níveis de testosterona e noradrenalina, além da recuperação metabólica, embora a maioria dos estudos use várias sessões durante um período mais longo.
primary
internal
Saiba mais sobre o Center for Sports Performance and Research do Mass General Brigham
/content/unified-xwalk/pt/services/center-sports-performance-research