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Jovem adulta com doença cardíaca congênita já concluiu três maratonas… e continua contando

É perigoso para pessoas com doença cardíaca congênita (CHD) se exigirem fisicamente, certo? Não necessariamente. Alexa Hassan, de 27 anos, é prova disso.

Alexa, que cresceu em Prospect, Connecticut, nasceu com tetralogia de Fallot. Esse raro defeito cardíaco limita o fluxo de oxigênio para o corpo. Aos três meses de idade, ela passou por uma cirurgia para fechar um orifício no coração e inserir uma válvula no ventrículo direito, melhorando o fluxo sanguíneo.

A cirurgia foi um sucesso, e Alexa cresceu sem limitações físicas. No ensino médio, ela recebeu o reconhecimento All-American com a equipe de cheerleading e participou da equipe de atletismo. Depois, participou do atletismo enquanto estudava na UMass Boston.

Após se formar, Alexa conseguiu um emprego como enfermeira em Boston. Seu cardiologista pediátrico recomendou que ela passasse para um programa local de CHD do adulto (ACHD) e a encaminhou ao Mass General Brigham Heart & Vascular Institute. Sob os cuidados da cardiologista Doreen DeFaria Yeh, MD, do Mass General Brigham, ela passou a se dedicar aos exercícios e concluiu três maratonas.

"A Dra. DeFaria e sua equipe fazem um trabalho excelente", disse Alexa. "Tive uma experiência muito boa com eles e não gostaria de ser atendida em nenhum outro lugar."

Cuidados personalizados por toda a vida

A Dra. DeFaria faz parte do Adult Congenital Heart Disease Program do Massachusetts General Hospital, programa credenciado pela Adult Congenital Heart Association e reconhecido por atender aos padrões nacionais de cuidados para doença cardíaca congênita ao longo da vida. O programa oferece cuidados personalizados e contínuos para adultos como Alexa, que nasceram com um defeito cardíaco. Uma ampla variedade de especialistas em ACHD, incluindo cardiologistas, cardiologistas intervencionistas, cirurgiões cardíacos e outros profissionais, trabalha em conjunto para individualizar os cuidados de cada paciente.

A Dra. DeFaria ressaltou que, ao chegar ao início da vida adulta, os pacientes devem passar para os cuidados de um especialista em ACHD, que adotará uma visão de longo prazo no acompanhamento da saúde cardíaca.

"Nós nos concentramos em tudo o que precisamos fazer agora para garantir que o coração do paciente esteja o mais saudável possível daqui a 60 ou 70 anos", disse a Dra. DeFaria. "Isso significa trabalhar muito para monitorar, prevenir e controlar complicações que podem surgir décadas após uma cirurgia na infância, como insuficiência cardíaca, doença arterial coronariana e pressão alta. Acompanhar as pessoas durante a gravidez também é uma parte importante do nosso trabalho."

Alexa começou a consultar a Dra. DeFaria cinco anos atrás. Na época, Alexa fazia caminhadas e levantava pesos na academia. Elas tiveram uma longa conversa sobre a importância dos exercícios para a saúde cardíaca no longo prazo. A Dra. DeFaria sugeriu que ela também começasse a correr.

"Anos atrás, dizíamos às pessoas com doença cardíaca congênita que não se esforçassem e evitassem exercícios de alta intensidade. Infelizmente, isso levou muitas pessoas a ficar com sobrepeso ou obesidade e seus corações a perder condicionamento", disse a Dra. DeFaria. "Na maioria dos casos, esses pacientes podem fazer com segurança muito mais do que imaginávamos naquela época. Podem correr maratonas e participar de triatlos. E sabemos que, quando se exercitam mais cedo na vida, seu coração fica muito mais saudável no futuro. Essa é uma mensagem que realmente tentamos transmitir."

Correr em Boston foi uma experiência inesquecível

Alexa adotou rapidamente a recomendação da Dra. DeFaria sobre exercícios. Ela começou a correr e também a fazer aulas de boxe, ciclismo e ioga.

Na primavera seguinte, ela assistiu à Maratona de Boston pela primeira vez. Torcer pelos milhares de participantes que passavam a inspirou a querer correr a prova.

"Fiquei muito feliz por ela estar tão motivada a continuar melhorando seu condicionamento cardiovascular", relembrou a Dra. DeFaria. "Queremos incentivar os pacientes com doença cardíaca congênita a se exercitar o quanto desejarem, com segurança."

Para isso, o ACHD Program, em parceria com o Cardiovascular Performance Program do Instituto de Coração e Vasos, realiza testes de esforço especializados para verificar como o coração responde a exercícios intensos. Quando o resultado do paciente é bom, muitas vezes é possível se exercitar sem limitações.

Dra. DeFaria e sua equipe fazem um trabalho excelente. Tive uma experiência muito boa com eles e não gostaria de ser atendida em nenhum outro lugar.

Alexa Hassan

  • Paciente

Foi o caso de Alexa, que acabou correndo a Maratona de Boston de 2024 com vários amigos. Ela estava nervosa antes da prova e enfrentou cansaço e dor durante a maior parte do percurso. Isso só tornou a chegada à linha de chegada ainda mais gratificante.

"Depois que a adrenalina passou e recebi minha medalha, eu mal conseguia andar. Meus pés estavam sangrando e cheios de bolhas", contou. "Foi uma montanha-russa de empolgação e felicidade, junto com temor e sofrimento. Mas, quando você termina, acaba esquecendo as coisas ruins."

Mais maratonas à vista

Alexa mal podia esperar para consultar a Dra. DeFaria em seu check-up anual naquele verão. Ela chegou usando o traje e a medalha da Maratona de Boston. A Dra. DeFaria a recebeu com um grande abraço.

"Nada nos deixa mais felizes do que saber que nossos pacientes estão alcançando suas metas. É maravilhoso capacitar as pessoas a viver da melhor maneira possível", disse a Dra. DeFaria. "Quando ela me enviou fotos depois de concluir a corrida, quase chorei. Ela é uma grande inspiração para pacientes que acham que nunca conseguiriam fazer isso."

Desde a Maratona de Boston, Alexa e seus amigos também concluíram as maratonas de New York City e Berlim. A meta deles é correr as outras três das seis World Marathon Majors originais — Tóquio, Londres e Chicago — nos próximos dois anos.

Alexa, que agora trabalha como enfermeira de cardiologia pediátrica, encontra um significado especial na corrida.

"Sim, é algo que faço por diversão e como hobby, mas também é uma forma de dar esperança às crianças e famílias de quem cuido", disse ela. "Converso com muitos pais, e com algumas crianças que já têm idade suficiente, sobre meu coração e minhas corridas. Também menciono Shaun White, ex-snowboarder profissional, como outra pessoa com tetralogia de Fallot que é uma grande história de sucesso."

Bons hábitos trarão benefícios

Daqui para a frente, Alexa continuará consultando a Dra. DeFaria uma vez por ano. A Dra. DeFaria se mantém atualizada sobre as diretrizes mais recentes para o acompanhamento de pacientes com tetralogia de Fallot, enquanto Alexa faz vários exames todos os anos para garantir que seu coração esteja saudável.

Como a maioria dos adultos com tetralogia de Fallot, Alexa provavelmente precisará substituir a válvula pulmonar um dia. No entanto, devido à sua saúde cardíaca e geral, a Dra. DeFaria acredita que ela não precisará se preocupar com isso por muitos e muitos anos.

"Tenho muito orgulho dela", disse a Dra. DeFaria. "Correr uma maratona é uma conquista extraordinária. Mas ainda mais notável é sua dedicação constante à saúde e os hábitos que desenvolveu, que a beneficiarão por muitas décadas."

Alexa Hassan exibe sua medalha após uma maratona.

Alexa segura sua medalha da maratona

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