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De um diagnóstico de câncer de esôfago a uma caminhada até o altar: A história de Mike

Quando Mike Kaelblein começou a ter dificuldade para engolir, imaginou que fosse devido ao refluxo ácido. Era um pequeno incômodo, que ele acreditava que desapareceria sozinho. Mas, com o tempo, engolir ficou mais difícil, e seu médico de atenção primária recomendou uma endoscopia por precaução.

O sintoma acabou sendo um sinal de algo muito mais grave: um tumor no esôfago de Mike. Pouco depois, ele recebeu o diagnóstico de câncer de esôfago.

Cuidados embasados em pesquisas no Instituto de Câncer Mass General Brigham

Mike foi encaminhado ao Instituto de Câncer Mass General Brigham. Lá, uma equipe multidisciplinar de especialistas em câncer elaborou um plano de tratamento embasado em pesquisas para sua forma agressiva de câncer. O plano foi fundamentado em novos dados de ensaios clínicos que ampliavam o padrão de cuidados.

Em uma semana, Mike e sua filha Allison estavam no Instituto de Câncer Mass General Brigham para se reunir com o oncologista clínico Matthew Strickland, MD, o oncologista radioterápico Theodore Hong, MD, e o cirurgião torácico Christopher Morse, MD, que trabalhavam juntos para elaborar seu plano de tratamento.

Dr. Strickland, que desempenhou um papel de liderança na administração do tratamento de Mike, disse que a próxima etapa seria uma PET scan. Esse exame de imagem revelaria se o tumor poderia ser curado.

Mike no Mass General com a filha, Allison.

Mike no Mass General com a filha, Allison.

Estadiamento do câncer de esôfago, 'um grande alívio'

A PET scan confirmou câncer de esôfago em estágio 3. Isso significava que ele não havia se espalhado para longe do local original no esôfago. "Foi um grande alívio", disse Mike. "Eles disseram que era uma ótima notícia porque teriam uma chance de tratá-lo com sucesso."

Os Drs. Strickland, Hong e Morse analisaram o caso de Mike durante uma reunião do conselho multidisciplinar de tumores no Mass General. O conselho é formado por oncologistas clínicos, oncologistas radioterápicos, cirurgiões e outros especialistas dedicados ao câncer de esôfago e de estômago. Juntos, eles determinam o plano de tratamento mais eficaz para cada paciente.

A equipe de cuidados de Mike recomendou uma abordagem de ponta baseada em um ensaio clínico recente. Esse plano incluía uma fase inicial de quimioterapia em altas doses antes do regime típico de quimioterapia, radioterapia e cirurgia. A pesquisa indicava que essa sequência poderia melhorar a resposta do tumor e aumentar as chances de um resultado bem-sucedido.

Mike recebendo tratamento.

Mike recebendo tratamento.

Como centro médico acadêmico com um programa de pesquisa ativo e abrangente, temos o conhecimento especializado e os recursos para compreender os dados clínicos mais recentes e aplicá-los com eficácia. Para pacientes como Mike, podemos incorporar novas pesquisas aos planos de tratamento em tempo real, melhorando os resultados.

Matthew Strickland, MD

  • Oncologista clínico, Mass General Brigham
Como Mike tinha boa saúde em outros aspectos e um forte sistema de apoio em casa, os médicos acreditaram que seria um bom candidato a essa abordagem agressiva. Apesar da intensidade adicional do regime, ele concordou.

Uma pausa no tratamento para conduzir a filha ao altar

Na primeira fase do tratamento, Mike recebeu quatro ciclos de quimioterapia ao longo de oito semanas. O objetivo era reduzir o tumor o máximo possível antes de iniciar a radioterapia. À medida que o tratamento avançava, ele achava cada vez mais fácil engolir. Após o último ciclo, um novo exame mostrou uma resposta positiva — o tumor estava diminuindo.

Em seguida, Mike tinha início programado da combinação de quimioterapia e radioterapia para enfraquecer ainda mais o câncer antes da cirurgia. No entanto, um evento importante se aproximava: o casamento de sua filha Noelle.

"Noelle queria que eu me sentisse o melhor possível, então expliquei a situação ao Dr. Strickland e ao Dr. Hong", disse Mike. "Como eu estava indo bem, eles disseram que poderiam ajustar meu cronograma de tratamento com segurança. Deram-me um mês de pausa no tratamento para que eu pudesse conduzi-la ao altar e aproveitar o dia."

Alguns dias depois do casamento, Mike iniciou a segunda fase do tratamento. Ao longo de cinco semanas e meia, concluiu 28 sessões de radioterapia junto com quimioterapia a cada duas semanas. Novos exames de imagem confirmaram que o tratamento estava funcionando, então os médicos estavam prontos para avançar para a cirurgia.

Um homem adulto usando terno preto, gravata azul-clara e flor branca na lapela está em pé em um ambiente fechado com as mãos levantadas.

Mike no casamento de sua filha Noelle.

Dr. Morse realizou uma esofagectomia, removendo a parte cancerosa do esôfago e reconectando a parte restante ao estômago. Mike saiu da cirurgia com uma cicatriz de 20 polegadas.

"Muitas vezes, os pacientes podem optar por receber quimioterapia e radioterapia para o câncer de esôfago em uma unidade da comunidade, enquanto permanecemos na equipe como consultores", disse o Dr. Strickland. "Mas, para a cirurgia, é fundamental ir a um centro com grande volume de procedimentos e cirurgiões especializados e altamente experientes, como o Dr. Morse. Os dados são claros — os resultados são melhores."

Mike no hospital.

Mike no hospital.

Lágrimas de alegria

Mike passou uma semana se recuperando no Instituto de Câncer Mass General Brigham, seguida de três semanas de repouso em casa. Um exame posterior de uma amostra coletada durante a cirurgia revelou a melhor notícia até então: 100% das células cancerosas estavam mortas.

"Parabéns", Mike se lembra de ouvir o Dr. Morse dizer. "Apenas 20% das pessoas que passam por esse tratamento apresentam uma resposta completa. Meu amigo, você está entre esses 20%."

Uma onda de alívio percorreu Mike. "Foi como um raio subindo pela minha coluna", disse ele. "E então Allison, que sempre havia sido estoica até aquele momento, simplesmente começou a chorar."

Mike voltou ao trabalho seis semanas após a cirurgia. Desde então, retomou algumas de suas atividades favoritas, incluindo jogar golfe e brincar com os dois netos. "É inacreditável que ainda nem tenha passado um ano [desde a conclusão do tratamento], e é como se nada tivesse acontecido", admirou-se ele.

Até completar cinco anos, Mike continuará fazendo acompanhamentos de rotina no Instituto de Câncer Mass General Brigham, mas está confiante quanto ao futuro.

"Eu diria a qualquer pessoa que não poderia ter recebido cuidados melhores", disse ele. "E não poderia estar mais satisfeito com minha equipe. É impossível."

Mike com a esposa, Nancy.

Mike com a esposa, Nancy.

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