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Alívio da dor na inserção do IUD: O Que Você Precisa Saber

Uma jovem conversa com sua ginecologista.
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Os dispositivos intrauterinos, ou IUDs, são opções cada vez mais populares de contracepção de longo prazo. Isso cria uma oportunidade para que pacientes e profissionais de saúde conversem melhor sobre o desconforto associado à inserção do IUD e as opções de controle da dor.

A maioria das inserções de IUD é feita na clínica, com a ajuda de medicamentos orais, como ibuprofeno ou paracetamol. Esses medicamentos orais podem diminuir o desconforto durante todo o processo de inserção do IUD porque entram na corrente sanguínea e agem no corpo todo. No entanto, alguns pacientes querem ou precisam de opções adicionais para ajudar a aliviar o desconforto da inserção do IUD.

"Apesar do que as pessoas podem estar vendo nas redes sociais, muitos pacientes passam muito bem pela inserção do IUD", diz Deborah Bartz, MD, MPH, obstetra-ginecologista do Mass General Brigham. "Mas a dor — especialmente a dor das mulheres — tem sido pouco reconhecida e minimizada pela comunidade médica."

Em resposta aos crescentes pedidos de mais transparência sobre a inserção do IUD e a dor, os Centers for Disease Control and Prevention (CDC) divulgaram novas recomendações para que os profissionais orientem os pacientes sobre as opções de controle da dor antes do procedimento.

"A recomendação do CDC é que tenhamos conversas mais abertas e detalhadas com os pacientes sobre a dor", diz a Dra. Bartz, que atende pacientes no Brigham and Women’s Hospital. "Concordo 100% com essa recomendação. Espero que ela mude a prática clínica, permitindo que os médicos tenham essas conversas e que os pacientes se sintam mais à vontade para iniciá-las."

O que são IUDs?

Um IUD é um dispositivo em forma de T, feito de plástico flexível e com cerca do tamanho de uma moeda de um quarto de dólar. Os médicos inserem o IUD no útero para evitar a gravidez, mas ele também pode ajudar a reduzir as cólicas e diminuir o fluxo menstrual. Os IUDs podem até tratar condições que causam dor pélvica, como a endometriose, e ajudar com alterações hormonais que podem ocorrer durante a transição para a menopausa.

Dependendo do tipo de IUD, ele pode durar até 12 anos. Seu profissional de saúde pode removê-lo a qualquer momento e, depois da remoção, você pode engravidar novamente de imediato.

Há dois tipos principais de IUDs:

  1. IUDs hormonais. Eles impedem que os espermatozoides cheguem aos óvulos ao engrossar o muco do colo do útero, bloquear a passagem dos espermatozoides ou impedir a liberação dos óvulos pelos ovários. Também tratam cólicas intensas e menstruações com fluxo intenso.
  2. IUDs de cobre. Eles são revestidos de cobre, que impede que os espermatozoides cheguem aos óvulos.

Os IUDs têm uma taxa de sucesso superior a 99% na prevenção da gravidez. Ao contrário de outros métodos contraceptivos, você não precisa se lembrar de tomar uma pílula nem se preocupar em usá-lo corretamente.

"Conseguimos demonstrar que os IUDs são extremamente seguros e fáceis de usar", diz a Dra. Bartz. "O paciente vem à consulta, o dispositivo é colocado e, na maior parte do tempo, ele pode simplesmente esquecê-lo."

Como é feita a inserção de um IUD?

Os IUDs precisam ser colocados por um profissional de saúde na clínica. Antes de inserir o IUD, o enfermeiro ou médico faz um exame pélvico e usa um instrumento chamado espéculo para visualizar o colo do útero. Em seguida, passa o IUD pela vagina e pela abertura do colo do útero até colocá-lo no útero.

Para a maioria dos pacientes, a inserção de um IUD pode levar de 90 segundos a 3 minutos. Durante o processo, você pode sentir desde cólicas leves até intensas, e o nível de desconforto varia de pessoa para pessoa.

"Há pacientes que podemos identificar como tendo maior risco de uma inserção um pouco mais demorada e, portanto, mais desconfortável", diz a Dra. Bartz. Isso pode acontecer por causa da anatomia e do tamanho do útero ou porque a pessoa passou por algum trauma que afeta sua experiência com exames pélvicos.

Seu profissional de saúde pode usar outras técnicas para ajudar na inserção do IUD, como imagens de ultrassom. "Podemos ver como o útero está posicionado e usar esse auxílio visual para inserir o IUD com o mínimo de desconforto possível", diz ela.

Diagrama do sistema reprodutor feminino com um IUD colocado.

Um IUD hormonal ou de cobre colocado no útero pode prevenir a gravidez.

Na clínica, não é hora de tentar agradar aos outros nem de tentar ser um "bom paciente" por medo de incomodar alguém. Os pacientes devem se sentir à vontade para se posicionar e falar abertamente sobre o que estão pensando e o que os deixa apreensivos.

Deborah Bartz, MD, MPH

  • Obstetra-ginecologista
  • Mass General Brigham

Alívio da dor na inserção do IUD

O CDC agora recomenda que os profissionais de saúde conversem com mais transparência sobre o possível desconforto ou dor associados à inserção do IUD. Se você está pensando em colocar um IUD, converse com seu médico sobre as opções de controle da dor disponíveis.

Dependendo da clínica, as opções para aliviar a dor durante a inserção do IUD podem incluir:

  • Medicamento oral para dor, como ibuprofeno
  • Spray ou gel de lidocaína no colo do útero
  • Bloqueio paracervical ou injeção de lidocaína no colo do útero
  • Sedação

A Dra. Bartz explica que ainda há certa incerteza sobre se essas opções de alívio da dor fazem os pacientes se sentirem melhor de modo geral. As injeções de lidocaína podem causar desconforto por si só, pois os médicos as aplicam no colo do útero com uma agulha.

A nova recomendação do CDC incluiu 6 estudos que compararam pacientes que receberam alívio adicional da dor para a inserção do IUD com aqueles que não receberam. Metade desses estudos mostrou benefício com o alívio da dor, e a outra metade não mostrou benefício.

"É preciso conversar com o paciente sobre quais são suas prioridades e seus valores. Alguns pacientes fazem muita questão de receber uma injeção de lidocaína; outros são totalmente contrários a ela", diz a Dra. Bartz.

Inserção do IUD e ansiedade

Com o aumento das discussões sobre a dor na inserção do IUD, algumas pessoas podem ficar receosas de colocar um IUD.

A Dra. Bartz afirma que parte disso está relacionada a um "viés de negatividade" que afeta muitos métodos contraceptivos. Nas conversas do dia a dia e nas redes sociais, as pessoas têm maior probabilidade de falar sobre as coisas negativas que as afetam. "Não costumamos falar sobre coisas nas quais não estamos pensando ativamente", explica a Dra. Bartz. "Se algo está indo bem, como quando você nem precisa pensar no seu método contraceptivo, não necessariamente vai mencioná-lo em uma conversa."

Pacientes ansiosos com a inserção e com a sensação que ela causará podem ter uma experiência mais negativa. Conversar com seu médico sobre a inserção do IUD antes do procedimento pode ajudar a reduzir parte dessa ansiedade.

"Tratar a ansiedade de uma pessoa pode afetar diretamente sua percepção da dor durante a inserção de um IUD", diz ela. "Muitos pacientes que chegam ansiosos por causa do desconforto da inserção me dizem depois que foi mais fácil do que esperavam."

Efeitos colaterais dos IUDs

A Dra. Bartz observa que os IUDs geralmente têm menos efeitos colaterais do que outras formas de contracepção. Isso ocorre principalmente porque o dispositivo é colocado diretamente na região dos órgãos reprodutivos. Outros contraceptivos, como a pílula ou a injeção, podem causar efeitos mais disseminados pelo corpo.

Seu corpo pode levar algum tempo para se adaptar ao IUD, por isso os efeitos colaterais negativos geralmente desaparecem após os primeiros meses de uso. Os efeitos colaterais de um IUD podem incluir:

  • Cólicas ou dor nas costas por alguns dias após a colocação do IUD
  • Menstruações irregulares
  • Sangramento de escape entre as menstruações
  • Menstruações mais intensas ou prolongadas e cólicas piores durante a menstruação (geralmente apenas com IUDs de cobre)

Se você tiver dúvidas sobre possíveis efeitos colaterais, converse com seu médico. Ele pode oferecer orientações mais personalizadas sobre qual IUD é mais adequado para você e como controlar os efeitos colaterais que possa sentir.

Converse abertamente com seu médico.

Se você tem interesse em colocar um IUD, mas está receoso por causa da dor, a Dra. Bartz recomenda marcar uma consulta para conversar com seu profissional de saúde. "Fale sobre essa preocupação e pergunte de forma direta quais opções a clínica oferece."

As novas recomendações do CDC são um passo importante para promover conversas mais abertas e honestas sobre a dor entre médicos e pacientes. Sua experiência provavelmente será muito melhor se você entender plenamente suas opções e fizer perguntas para tomar decisões informadas sobre seus cuidados.

"Na clínica, não é hora de tentar agradar aos outros nem de tentar ser um 'bom paciente' por medo de incomodar alguém", diz a Dra. Bartz. "Os pacientes devem se sentir à vontade para se posicionar e falar abertamente sobre o que estão pensando e o que os deixa apreensivos."