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Carcinoma espinocelular: Fatores de risco e sintomas

Um pai e seu filho pequeno na praia, usando camisetas de manga comprida, shorts de banho e chapéus de palha.
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Algumas pessoas se sentem melhor quando estão bronzeadas. No entanto, esse tom dourado pode ter um preço.

“Você pode achar que o bronzeado deixa sua aparência mais saudável, mas sabia que usar câmaras de bronzeamento artificial aumenta em 58% a chance de desenvolver um câncer de pele chamado carcinoma espinocelular?”, afirma Shawn Demehri, MD, PhD, citando a American Academy of Dermatology. Dr. Demehri é dermatologista, pesquisador principal do Krantz Family Center for Cancer Research no Mass General Brigham Cancer Institute e diretor da High Risk Skin Cancer Clinic do Massachusetts General Hospital.

Neste artigo, o Dr. Demehri explica os fatores de risco e os sintomas do carcinoma espinocelular e dá dicas para preveni-lo.

O que é carcinoma espinocelular?

Segundo a fundação The Skin Cancer Foundation, estima-se que 1,8 milhão de pessoas sejam diagnosticadas com carcinoma espinocelular todos os anos. Ele é o segundo tipo mais comum de câncer de pele.

O carcinoma espinocelular afeta as células escamosas, encontradas na camada mais superficial da pele, conhecida como epiderme. Na maioria das vezes, ele é causado pela exposição aos raios UVA e UVB do sol e de câmaras de bronzeamento artificial. Os raios UV são um tipo de radiação que pode danificar o DNA das células e causar câncer.

Na maioria dos casos, o carcinoma espinocelular pode ser removido e tratado com sucesso. Quanto mais cedo o câncer for detectado, maiores serão as chances de sucesso do tratamento. Como o Dr. Demehri explica: “Esse câncer geralmente cresce devagar, mas pode acabar penetrando profundamente na pele e se espalhando para os linfonodos, tecidos próximos e ossos.”

Fatores de risco para carcinoma espinocelular

Vários fatores podem aumentar o risco de desenvolver carcinoma espinocelular, incluindo:

  • Pele clara que queima, desenvolve sardas ou dói sob o sol
  • Exposição aos raios UVA e UVB do sol ou de câmaras de bronzeamento artificial
  • Histórico familiar ou pessoal de câncer de pele
  • Diagnóstico de HPV, ou papilomavírus humano
  • Idade avançada
  • Tabagismo

É fácil confundir o carcinoma espinocelular da pele com uma mancha da idade ou acne. Se você tiver uma ferida ou crosta que não cicatriza por um ou dois meses, converse com seu profissional de atenção primária (PCP) ou dermatologista. Quanto mais cedo encontrarmos o câncer de pele, mais fácil será tratá-lo e removê-lo.

Shawn Demehri, MD, PhD

  • Dermatologista, Mass General Brigham Cancer Institute

Sinais e sintomas do carcinoma espinocelular

O carcinoma espinocelular é mais comum no rosto, couro cabeludo e mãos, mas pode surgir em qualquer parte da pele. Alguns dos primeiros sinais podem incluir:

  • Sensação de coceira, sensibilidade ou dor na pele
  • Pequenas protuberâncias inflamadas na pele. Elas também podem parecer planas, ásperas ou descamativas. Em peles mais claras, podem parecer vermelhas. Em peles mais escuras, podem parecer vermelhas, roxas ou marrons-escuras.
  • Uma ferida que não cicatriza
  • Uma ferida dentro da boca, nos órgãos genitais ou no ânus, se você teve HPV
  • Uma lesão semelhante a uma verruga

“É fácil confundir o carcinoma espinocelular da pele com uma mancha da idade ou acne. Se você tiver uma ferida ou crosta que não cicatriza por um ou dois meses, converse com seu profissional de atenção primária (PCP) ou dermatologista”, afirma o Dr. Demehri. “Quanto mais cedo encontrarmos o câncer de pele, mais fácil será tratá-lo e removê-lo.”

Diagnóstico do carcinoma espinocelular

Para diagnosticar o carcinoma espinocelular, seu médico pode realizar os seguintes procedimentos:

  • Exame físico: Seu médico examina a pele do rosto e do corpo e observa qualquer pinta ou lesão preocupante.
  • Microscopia confocal de reflectância (RCM): Seu médico examina áreas da pele com essa técnica de imagem não invasiva.
  • Dermatoscopia: Seu médico observa a pele de perto com um microscópio especial.
  • Biópsia de pele: Seu médico remove um pequeno fragmento de pele e o envia ao laboratório para outros exames.

“Observamos sua pele e examinamos todo o seu corpo para procurar qualquer sinal de manchas suspeitas”, afirma o Dr. Demehri. “Se acharmos que você pode ter câncer, talvez façamos uma biópsia de pele. Durante esse procedimento realizado no consultório, removeremos um pequeno fragmento de pele e o examinaremos em nosso laboratório. Também podemos usar esse procedimento para remover toda a lesão.”

Dependendo dos seus fatores de risco, sua equipe de cuidados pode recomendar um rastreamento anual da pele. Também é recomendável examinar sua pele todos os meses para identificar qualquer alteração preocupante, afirma o Dr. Demehri.

Como prevenir o carcinoma espinocelular?

Para ajudar a reduzir o risco de desenvolver carcinoma espinocelular, o Dr. Demehri recomenda:

  • Use protetor solar todos os dias, inclusive em dias nublados e durante o inverno. Todas as manhãs, aplique um hidratante facial com protetor solar de pelo menos SPF 30, mesmo se você pretender permanecer em ambientes fechados.
  • Aplique o protetor solar 30 minutos antes de sair. Reaplique a cada 2 horas, principalmente depois de nadar e suar.
  • Use chapéu e óculos de sol polarizados. Eles ajudam a proteger a cabeça, o rosto, o pescoço e os olhos.
  • Cubra a pele com roupas de trama fechada ou roupas com proteção solar e fator de proteção ultravioleta (UPF). O UPF mede a quantidade de raios UV que atravessa o tecido.
  • Evite câmaras de bronzeamento artificial.
  • Examine sua pele uma vez por mês e faça consultas anuais com seu PCP ou dermatologista.
  • Não fume. Use estas dicas para parar de fumar e fale com seu médico se precisar de ajuda.
  • Tome a vacina contra o HPV.

“Lembre-se de que o carcinoma espinocelular é fácil de tratar quando o detectamos cedo. A taxa de sobrevida em 5 anos é de 99%. Por isso, consulte seu médico assim que notar alterações na pele”, afirma o Dr. Demehri.

Uma mãe aplica protetor solar na filha pequena na praia.

Usar mangas compridas, óculos de sol e protetor solar ao ar livre pode ajudar a prevenir o câncer de pele.

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