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Vá para as pistas com o esqui adaptado

Um esquiador adaptado, com jaqueta azul e capacete, desce uma pista coberta de neve usando equipamentos especializados de esqui. O esquiador está concentrado e em movimento.
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Se você ou alguém que você ama tem uma deficiência física, o esqui adaptado pode ser uma ótima maneira de se manter ativo no inverno.

“O esqui adaptado usa equipamentos modificados que ajudam pessoas com deficiências físicas a aproveitar as pistas com segurança”, afirma Sarah Eby, MD, PhD, especialista em medicina esportiva do Mass General Brigham e da Spaulding Rehabilitation. A Eby é a médica-chefe das equipes dos EUA nos Jogos Paralímpicos de Inverno, nas modalidades de esqui alpino e snowboard adaptado.

Equipamentos de esqui adaptado

O esqui adaptado (também chamado de esqui paralímpico) é um tipo de esporte adaptado. As pessoas podem praticar esportes adaptados por diversão ou como atletas, como quem treina e compete nos Jogos Paralímpicos.

O esqui adaptado é semelhante ao esqui alpino tradicional, mas permite mudanças nos equipamentos ou nas regras. Um esquiador adaptado pode usar:

  • Sistemas de comunicação: Esquiadores adaptados com deficiência visual usam capacetes com sistemas integrados de comunicação bidirecional. Esse sistema permite que o esquiador adaptado se comunique com seu guia, que orienta a descida pelas pistas.
  • Estabilizadores laterais (outriggers): Usados no lugar dos bastões de esqui, os outriggers têm braçadeiras que envolvem os antebraços do esquiador e miniesquis nas pontas, em vez de extremidades pontiagudas. “Os outriggers oferecem dois pontos adicionais de contato com a neve, o que ajuda o esquiador adaptado a mudar de direção e manter o equilíbrio”, diz a Dra. Eby. “Os outriggers podem ser usados tanto por esquiadores em pé quanto sentados.”
  • Estabilizadores de ponta: Esse dispositivo, semelhante a uma presilha ou a um cordão elástico, conecta as pontas dos esquis. Também chamado de presilha de ponta ou ski bra, o dispositivo mantém os esquis paralelos para que não se cruzem. Os estabilizadores de ponta dão aos esquiadores adaptados mais controle e estabilidade. Eles podem ser especialmente úteis quando um lado do corpo do esquiador adaptado é mais forte do que o outro.
  • Monoesquis ou biesquis: São tipos de esqui sentado que permitem que uma pessoa sem uso das pernas esquie sentada. Eles têm um assento tipo concha conectado a um sistema estrutural de mola ou amortecimento, montado sobre um esqui. No monoesqui, o esqui usado na neve é igual aos esquis convencionais e é conduzido de forma independente. Os biesquis usam esquis modificados.

Métodos de esqui adaptado

Há várias maneiras de um esquiador adaptado descer uma montanha. Os tipos comuns de esqui adaptado incluem:

  • Esqui adaptado de duas trilhas (2T): Esse tipo é o mais parecido com o esqui tradicional. Você esquia com cada perna em um esqui separado e usa bastões de esqui. Dispositivos adaptativos, como estabilizadores de ponta, ajudam no equilíbrio, na velocidade e nas curvas.
  • Esqui adaptado de três trilhas (3T): Um esquiador com apenas uma perna usa um único esqui. Ele segura um outrigger em cada mão para ajudar no equilíbrio.
  • Esqui adaptado de quatro trilhas (4T): Essa abordagem é semelhante ao esqui adaptado 2T, mas o esquiador usa dois outriggers no lugar dos bastões de esqui.
  • Esqui sentado: O esqui sentado tem um assento tipo concha montado sobre um esqui (monoesqui) ou dois esquis (biesqui). O esquiador se senta no assento e usa outriggers para controlar o movimento e o equilíbrio. Um amortecedor integrado deixa o percurso mais suave. O monoesqui é uma modalidade independente de esqui que usa outriggers manuais. No biesqui, é mais comum haver colaboração entre o esquiador adaptado e um parceiro ou instrutor, que auxilia os movimentos do biesqui por meio de tiras de controle. Dependendo da capacidade do praticante de biesqui, ele pode usar outriggers manuais, ou os outriggers podem ficar presos ao biesqui.

Quando você está nas pistas, mergulha na natureza, respira o ar fresco e passa tempo com pessoas que apoiam você.

Sarah Eby, MD, PhD

  • Especialista em medicina esportiva
  • Mass General Brigham

Benefícios do esqui adaptado

Esquiar é um ótimo exercício de inverno ao ar livre e faz bem para a saúde física e mental. “Quando você está nas pistas, mergulha na natureza, respira o ar fresco e passa tempo com pessoas que apoiam você”, diz a Dra. Eby.

Riscos do esqui adaptado

Assim como no esqui tradicional, esquiadores adaptados podem sofrer lesões comuns do esqui, como:

“Esquiadores adaptados podem ter um risco um pouco maior de lesões no ombro porque dependem mais da parte superior do corpo”, diz a Dra. Eby. Treinar adequadamente, incluindo exercícios de força e manter-se fisicamente ativo no inverno, pode ajudar a prevenir lesões do esqui.

Como começar no esqui adaptado

Assim como no esqui tradicional, aprender a esquiar com equipamentos modificados exige tempo e prática. Como os equipamentos de esqui adaptado podem ser caros, a Dra. Eby recomenda experimentar opções diferentes antes de comprar e também fazer aulas.

Para começar:

  • Inscreva-se em aulas de esqui adaptado nos Spaulding Adaptive Sports Centers. Eles também oferecem uma grande variedade de equipamentos para experimentar.
  • Conheça o Massachusetts Department of Conservation and Recreation’s Universal Access Program (UAP), que oferece acesso gratuito ou de baixo custo a equipamentos e aulas de esqui adaptado.
  • Entre em contato com a Move United, uma organização sem fins lucrativos que apoia programas de todos os tipos de esportes adaptados em todo o país.
  • Ligue para uma estação de esqui da sua região e pergunte sobre programas de esqui adaptado.
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Esqui paralímpico nos Jogos Paralímpicos de Inverno

O esqui alpino paralímpico passou a fazer parte dos Jogos Paralímpicos de Inverno™ em 1976. Os Jogos Paralímpicos de Inverno de 2026, realizados de 6 a 15 de março em Milano Cortina, Itália, contam com cinco provas de esqui paralímpico. Há três categorias de esqui adaptado: em pé, sentado e para pessoas com deficiência visual. Cada prova usa um sistema de correção de tempo que garante uma competição justa entre atletas com diferentes tipos e níveis de deficiência.

As cinco provas de esqui alpino paralímpico incluem:

  • Downhill: O downhill é disputado no percurso mais longo e mais rápido, muitas vezes a velocidades superiores a 60 a 70 m.p.h., contornando portas marcadas por postes. Cada esquiador percorre o trajeto uma vez. Vence o esquiador mais rápido.
  • Slalom: O esquiador faz curvas fechadas entre portas próximas umas das outras em um percurso curto. Cada atleta compete em dois percursos diferentes no mesmo dia. Os tempos das duas descidas são somados. Vence quem tiver o menor tempo total combinado.
  • Slalom gigante: Os esquiadores passam por portas mais afastadas do que no slalom, mas mais próximas do que no super-G. Assim como no slalom, cada esquiador compete em dois percursos diferentes no mesmo dia. Os tempos do esquiador são combinados para determinar o vencedor.
  • Super-G: Abreviação de slalom supergigante, essa prova combina a velocidade do downhill com as curvas do slalom. O percurso é mais longo do que o do slalom ou do slalom gigante e tem portas relativamente próximas. Cada esquiador percorre o trajeto uma vez. Vence o competidor mais rápido.
  • Supercombinado: O esquiador disputa uma prova de alta velocidade (downhill ou Super-G) e também faz uma única descida de slalom. Vence o esquiador com o menor tempo combinado.

“As provas de esqui alpino paralímpico são emocionantes de assistir e muito inspiradoras”, diz a Dra. Eby. “Esses atletas não deixam que limitações físicas os impeçam de fazer o que amam. Incentivo todos a assistir aos Jogos Paralímpicos de Inverno de 2026.”

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