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Sintomas iniciais do câncer colorretal e quando fazer exames

Um médico e um paciente conversam sobre algo exibido na tela de um tablet.
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Muitas pessoas consideram o câncer de cólon uma doença que afeta pessoas mais velhas. No entanto, ele está se tornando preocupantemente mais comum em pessoas com menos de 50 anos, inclusive entre aquelas na faixa dos 20 e 30 anos. E adultos mais jovens estão morrendo da doença com mais frequência do que no passado.

“A detecção precoce é essencial”, afirma Aparna Parikh, MD, diretora médica do Center for Young Adult Colorectal Cancer do Mass General Brigham Cancer Institute. “É importante assumir um papel ativo no cuidado com sua saúde e seu bem-estar se você apresentar qualquer sintoma preocupante.”

Dra. Parikh descreve as medidas que adultos de todas as idades podem tomar para ajudar a prevenir o câncer de cólon e detectá-lo cedo, a fim de alcançar os melhores resultados possíveis.

Como prevenir o câncer de cólon e reto (câncer colorretal)

Você pode tomar várias medidas para ajudar a prevenir o câncer de cólon e de reto, conhecidos em conjunto como câncer colorretal, afirma a Dra. Parikh. E essas mesmas escolhas de estilo de vida também podem ajudar a prevenir muitos outros tipos de doença:

  • Tenha uma alimentação saudável com muitas verduras, frutas e grãos integrais.
  • Faça exercícios regularmente.
  • Limite ou evite o consumo de álcool.
  • Controle seu peso para mantê-lo em uma faixa saudável.
  • Pare de fumar — ou, melhor ainda, nunca comece.
  • Entenda e siga as recomendações de rastreamento do câncer, que pode detectá-lo antes do aparecimento de sintomas ou do avanço da doença.

Se você apresentar qualquer sintoma ou tiver histórico familiar de câncer colorretal, converse hoje mesmo com seu profissional de atenção primária sobre o rastreamento.

Aparna Parikh, MD

  • Mass General Brigham Cancer Institute

Como reconhecer possíveis sinais e sintomas do câncer colorretal

O câncer muitas vezes é uma doença silenciosa, e os pacientes podem não apresentar sintomas até que o câncer colorretal avance significativamente de um pólipo para um tumor estabelecido.

Dra. Parikh incentiva as pessoas a informar qualquer alteração nos hábitos intestinais a um profissional de saúde:

  • Desconforto ou cólicas abdominais
  • Sangramento pelo reto ou sangue nas fezes
  • Alterações na aparência das fezes ou na frequência das evacuações
  • Diarreia, constipação ou sensação de não conseguir esvaziar completamente o intestino
  • Aumento da flatulência (gases)
  • Perda de peso sem explicação

“Se você apresentar qualquer sintoma ou tiver histórico familiar de câncer colorretal, converse hoje mesmo com seu profissional de atenção primária sobre o rastreamento”, afirma a Dra. Parikh.

Diretrizes de rastreamento: Quando fazer uma colonoscopia?

Como o câncer colorretal pode ocorrer em qualquer pessoa e talvez não cause sintomas, todos devem fazer o rastreamento, enfatiza a Dra. Parikh. Recentemente, muitas sociedades médicas e organizações de saúde atualizaram suas recomendações para rastrear adultos em idades mais jovens.

Segundo a American Cancer Society, homens e mulheres devem começar o rastreamento do câncer colorretal aos 45 anos e continuar até os 75 anos. “Após os 75 anos, as decisões sobre rastreamento devem ser tomadas caso a caso, considerando o estado geral de saúde e a expectativa de vida do paciente”, afirma a Dra. Parikh. Essas diretrizes de rastreamento se referem à população de risco médio, sem histórico familiar.

No entanto, pessoas com maior risco de câncer colorretal devem começar o rastreamento ainda mais cedo, conforme a recomendação de seus profissionais de saúde. Os fatores de risco incluem:

  • Histórico familiar de câncer colorretal
  • Síndrome hereditária de câncer colorretal, como a síndrome de Lynch (câncer de cólon hereditário sem polipose ou HNPCC)
  • Histórico pessoal de câncer colorretal, pólipos ou doença inflamatória intestinal (por exemplo, doença de Crohn ou colite ulcerativa)
  • Radioterapia anterior no abdômen ou na pelve para tratar outro câncer

Mas a Dra. Parikh alerta que todos devem levar o rastreamento a sério, e não apenas as pessoas com fatores de risco.

“A maioria dos pacientes diagnosticados com câncer colorretal não apresenta fatores de risco pessoais preexistentes nem histórico familiar da doença, por isso todas as pessoas, inclusive adultos jovens, devem estar atentas ao câncer de cólon”, afirma ela. Ela recomenda perguntar ao médico quando fazer uma colonoscopia ou outros exames de rastreamento.

Exames de rastreamento do câncer de cólon e reto

O rastreamento pode identificar pólipos pré-cancerosos que podem ser removidos antes de se transformarem em câncer colorretal. A detecção precoce do câncer resulta em um prognóstico melhor. Para as pessoas que sentem nervosismo em relação aos exames, a Dra. Parikh garante que há muitas opções e melhorias.

“Temos técnicas invasivas e não invasivas para detectar precocemente pólipos pré-cancerosos e câncer de cólon. Elas incluem o teste de sangue oculto nas fezes, a colonoscopia, a colonoscopia virtual e o teste de DNA nas fezes. Se você estiver preocupado com o desconforto, isso não deve impedir que faça alguma forma de rastreamento”, afirma a Dra. Parikh.

Exames de fezes para câncer colorretal

Pólipos e tumores colorretais tendem a sangrar, e o sangue pode ser detectado nas fezes. Muitas vezes, a quantidade de sangue não é suficiente para ser vista a olho nu. Mas um exame simples de uma amostra de fezes pode detectar pequenos vestígios de sangue. Os exames para detectar sangue nas fezes devem ser feitos todos os anos.

Você pode fazer um exame de fezes em casa ou em uma clínica médica. Seu profissional de saúde fornecerá materiais, como uma escova ou um tubo, para coletar uma pequena amostra de fezes. Depois, a amostra é analisada em um laboratório. Se o exame detectar sangue, você precisará de um exame mais avançado para encontrar a origem do sangramento. Alguns exames também analisam as amostras de fezes em busca de DNA anormal que possa indicar um possível câncer colorretal e podem ser feitos a cada 3 anos.

Rastreamento por colonoscopia

A colonoscopia é um procedimento mais invasivo. No entanto, é o método mais abrangente para detectar e biopsiar ou remover pólipos e cânceres no cólon.

Antes da colonoscopia, é necessário preparar, ou limpar, o intestino. Isso envolve beber um líquido especial que esvazia todo o conteúdo intestinal. Você também pode precisar de sedação para o procedimento.

Durante o exame, um profissional de saúde insere um tubo pelo ânus e reto, passando pelo intestino grosso até chegar ao cólon. O tubo tem uma pequena luz e uma câmera na ponta. O profissional de saúde consegue visualizar pólipos ou tumores e remover pólipos ou coletar uma amostra de tecido.

“A colonoscopia é incomparável para o rastreamento do câncer colorretal”, afirma a Dra. Parikh. “É uma ferramenta muito sensível para detectar pequenos pólipos e cânceres no cólon e é o padrão-ouro do rastreamento.”

Uma alternativa à colonoscopia

Embora a colonoscopia seja a opção mais precisa e abrangente, algumas pessoas podem solicitar alternativas não invasivas para detectar o câncer colorretal. Dra. Parikh sugere que considerem outra opção de rastreamento: a colonoscopia virtual, também chamada de colonografia por CT.

A colonografia por CT é um tipo avançado de tomografia computadorizada (CT) que produz imagens tridimensionais do cólon. Ela pode ser realizada sem preparo intestinal e evita o desconforto que pode estar associado à colonoscopia. No entanto, a colonografia por CT é um pouco menos sensível e não permite remover pólipos nem coletar amostras de tecido. Se esse exame detectar um pólipo, o médico recomendará uma colonoscopia para removê-lo.

Exames de sangue para câncer colorretal

Estão sendo desenvolvidas novas tecnologias capazes de detectar subprodutos de tumores que podem estar presentes nas fezes ou circulando no sangue. Os exames que detectam DNA tumoral nas fezes são aprovados como alternativas à colonoscopia no rastreamento do câncer colorretal. Os exames de sangue, muitas vezes chamados de exames de biomarcadores, estão atualmente aprovados para uso junto com outras técnicas de rastreamento, como a colonoscopia. Recentemente, a Food and Drug Administration (FDA) aprovou um exame de sangue para rastrear adultos com 45 anos ou mais que apresentam risco médio da doença. A aprovação ocorreu após resultados promissores de um estudo clínico sobre o exame de sangue.

Center for Young Adult Colorectal Cancer

Em resposta ao aumento preocupante dos casos de câncer colorretal entre adultos mais jovens, o Mass General criou um programa especializado. O Center for Young Adult Colorectal Cancer se dedica tanto à pesquisa quanto aos cuidados clínicos.

Os pesquisadores trabalham para entender as razões dessa tendência. Equipes multidisciplinares abordam as preocupações específicas dos adultos mais jovens diagnosticados com a doença, incluindo:

  • Opções avançadas de tratamento
  • Equilíbrio entre a criação dos filhos, o trabalho e um diagnóstico de câncer
  • Preocupações com a fertilidade
  • Saúde sexual
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Saiba mais sobre o rastreamento do câncer colorretal no Mass General Brigham Cancer Institute
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