Conheça Kelly C. McInnis, DO: médica de medicina esportiva para mulheres
Depois de jogar futebol na Division 1 do Boston College, Kelly C. McInnis, DO transformou sua paixão pelos esportes em uma carreira como fisiatra do esporte na Mass General Brigham Sports Medicine, onde é diretora da Women’s Sports Injury and Performance Clinic.
A Dra. McInnis é médica das equipes Boston Red Sox, New England Patriots e Harvard University. Ela também é consultora das equipes Boston Ballet, Boston Bruins e New England Revolution.
Nesta sessão de perguntas e respostas, ela fala sobre o atendimento a atletas de todos os níveis, o futuro do Women’s Sports Medicine Program e a colaboração com seus colegas da cirurgia ortopédica.
P: Quais são algumas das suas prioridades ao ajudar a liderar o Women’s Sports Medicine Program?
McInnis: Há muito menos atenção e pesquisa voltadas às atletas mulheres do que aos atletas homens, seja em esportes especificamente femininos, como softball, seja em esportes praticados por ambos os sexos, como futebol.
Sabemos que existem diferenças claras na anatomia e na fisiologia de homens e mulheres. As mulheres passam por alterações hormonais durante a adolescência, a gravidez (durante e depois da gestação) e a menopausa. Precisamos de mais pesquisas para entender como essas mudanças afetam a condição física e o desempenho. Atletas mulheres também apresentam diferenças físicas que aumentam o risco de determinadas lesões no quadril, lesões no joelho, como rupturas do LCA, e lesões por estresse ósseo.
Ainda temos muito a aprender sobre diferenças entre os sexos em várias outras áreas da medicina esportiva e do exercício, incluindo saúde mental, nutrição, cardiologia do esporte, melhora do desempenho e prevenção de lesões. Com uma compreensão mais profunda de como essas diferenças contribuem para lesões e doenças, podemos começar a oferecer um atendimento melhor a atletas mulheres de todos os níveis.
P: Você pode descrever seu trabalho como médica das equipes Boston Red Sox e New England Patriots?
McInnis: Atletas profissionais têm necessidades específicas. As exigências do esporte que praticam estão no nível de elite. É o trabalho e o meio de vida deles. Por isso, as consequências das lesões são muito maiores. Individualizamos as necessidades de acordo com o esporte, a posição, a fase da carreira, as metas pessoais e outros fatores. Temos uma abordagem abrangente para avaliação, tratamento e prevenção secundária. É uma abordagem semelhante à que usamos com atletas amadores, que têm a mesma paixão, embora as consequências não sejam tão grandes.
P: Qual é o seu papel nos dias de jogo?
McInnis: Faço parte de uma equipe de especialistas que oferece cobertura médica nos jogos do Boston Red Sox durante o treinamento de primavera e a temporada regular. Atendemos problemas médicos e lesões agudas que ocorrem no campo. Nossa prioridade é sempre a saúde, a segurança e o bem-estar dos nossos atletas. Defendemos os interesses dos nossos atletas, sempre priorizando o que é melhor e mais seguro para eles, independentemente do contexto ou da importância do jogo ou da temporada.
Ao tratar atletas profissionais, recorremos a todos os especialistas da nossa equipe para oferecer o melhor atendimento possível. Consideramos recursos de tratamento de última geração baseados em evidências, além de intervenções de ponta, para proporcionar um retorno ao esporte seguro e rápido. Adotamos exatamente a mesma abordagem com nossos atletas amadores.
Kelly C. McInnis, DO
- Fisiatra do esporte
- Mass General Brigham
P: Como sua experiência no atendimento a atletas profissionais beneficia seus outros pacientes?
McInnis: Ao tratar atletas profissionais, recorremos a todos os especialistas da nossa equipe para oferecer o melhor atendimento possível. Consideramos recursos de tratamento de última geração baseados em evidências, além de intervenções de ponta, para proporcionar um retorno ao esporte seguro e rápido. Adotamos exatamente a mesma abordagem com nossos atletas amadores.
Gosto muito de atender atletas recreativos e até pessoas que simplesmente são apaixonadas por exercícios. Sabemos que, de muitas formas, exercício é remédio. O que realmente gosto de fazer é tratar atletas e pessoas ativas de todos os níveis.
P: Como você aborda o atendimento aos pacientes como fisiatra?
McInnis: Nossa formação nos prepara para tratar todas as lesões e limitações musculoesqueléticas, além de lesões e limitações neurológicas. Para meus colegas da ortopedia, o principal objetivo é restaurar a anatomia. Ou seja, eles procuram reconstruir cirurgicamente ou restaurar uma anatomia lesionada, enquanto o papel principal do fisiatra é restaurar a função.
Nós olhamos para a pessoa como um todo, para o quadro completo. Se estou examinando um paciente com dor no joelho, avalio o quadril, a coluna e o pé e tornozelo. Todas essas estruturas do corpo influenciam o funcionamento do joelho.
P: Como você e seus colegas da cirurgia ortopédica trabalham juntos para cuidar dos pacientes?
McInnis: Trabalhamos bem em conjunto e oferecemos cuidados complementares, seja atendendo um paciente depois ou antes da cirurgia. Noventa por cento do atendimento em medicina esportiva é não cirúrgico, por isso discutimos todas as opções de tratamento não cirúrgico e, quando apropriado, esgotamos essas alternativas. E agilizamos o encaminhamento para o especialista cirúrgico adequado quando a cirurgia é indicada ou o tratamento não cirúrgico falha. Os cirurgiões contam com nossa experiência em tratamentos não cirúrgicos e frequentemente nos encaminham pacientes para intervenções como terapia por injeção.
Um atleta pode me procurar sem saber se o problema é cirúrgico ou não. E, ao longo da avaliação e depois de tentarmos algumas medidas não cirúrgicas, pode ser que ele acabe precisando de cirurgia. Quando encaminho o paciente a um colega cirurgião, as expectativas dele já estão alinhadas. Isso ajuda meus parceiros cirúrgicos tanto em termos de eficiência quanto na construção do relacionamento com o paciente.
Às vezes também acompanho esse paciente depois da cirurgia, ao lado do fisioterapeuta. Eu o oriento sobre como voltar às atividades e aos esportes que deseja praticar.
P: Como você imagina o futuro da medicina esportiva para mulheres?
McInnis: É uma área relativamente nova, com um futuro promissor. Pretendemos liderar os avanços da medicina esportiva para mulheres no atendimento clínico, na pesquisa, na educação e no envolvimento com a comunidade. As mulheres continuam avançando de forma significativa na participação e no desempenho esportivo. Nosso objetivo é fazer o atendimento avançar no mesmo ritmo e, em última análise, oferecer o mais alto nível de cuidado abrangente e multidisciplinar.
P: Qual é sua parte favorita de trabalhar com a equipe da Mass General Brigham Sports Medicine?
McInnis: Tenho muita sorte de fazer parte de um grupo excepcional de profissionais da Mass General Brigham Sports Medicine. O atendimento centrado no atleta e nosso trabalho em equipe tornam este um lugar especial para trabalhar.